Manjar Branco

Manjar Branco

A história do Manjar Branco vem de muito de trás, do Convento de Santa Clara, fundado no século XIV e extinto em 1834, em Portalegre. As freiras franciscanas do convento dedicavam parte do seu tempo à doçaria conventual. Daquelas mãos nasceram receitas que tornaram a cidade célebre pelos seus doces conventuais, como o Manjar Branco.

Rosária aprendeu o doce com as Senhoras Cardoso, as detentoras e protetoras das receitas do convento. Para que não se perdessem, algumas doceiras da cidade tiveram o privilégio e o merecimento de as aprender com aquelas irmãs. Rosária é hoje em dia uma fiel depositária deste doce tesouro. O manjar Branco é o doce conventual mais apreciado na sua família: é um doce de mesa que se partilha gomo a gomo, entre alegria e boa disposição.

“O doce é partilhado porque não é um doce de sobremesa, é um doce de mesa, de festa, ou de um dia de anos ou de Natal, ou de Páscoa. Qualquer festa que a família tenha em casa, o doce é colocado na mesa e depois vai a pessoa e tira um gominho, vai outra e tira outro gominho, e como é comido à mão tem uma partilha diferente do que estar a por numa taça e comer. Nem tem o mesmo sabor! E é muito mais agradável de ser assim comido, de gominho a gominho.”


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