Massada de Cabeça de Garoupa

Foi com o pai que Gabriela despertou a curiosidade pela forma como as coisas crescem e se cozinham. Foi por osmose que ganhou a mão para a cozinha. E aqui entra também a Tia Dulce, irmã de Eduardo. Completam uma espécie de triângulo amoroso em que cada um dá a sua achega nesta mesa de afetos: “A minha relação com a cozinha acontece desde sempre, tendo em conta que o meu pai e a minha tia Dulce sempre fizeram questão de nos ter sempre à mesa. Antes dos meus pais terem esta casa, encontrávamo-nos muito em casa da minha avó, em Melides, e havia uma mesa corrida onde não só nos encontrávamos afetivamente, como também nos encontrávamos nos sabores.”

E é também no Carvalhal que cozinhar se torna uma responsabilidade acrescida – para Gabriela, fazer a Massada de Cabeça de Garoupa para o pai e para a tia é tentar superar-se para chegar ao nível da perfeição, já que esta receita é o ex-libris de Eduardo e Dulce. Confeccionar este prato é contar a história destas duas pessoas e retribuir-lhes o amor que lhe foi dado.


Comentários